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Medida permite suspender contrato de trabalho ou cortar até 70% do salário.

O governo publicou a Medida Provisória 936, que permite às empresas reduzir jornada e salário de funcionários, sem participação de sindicatos, em até 70% por até três meses, ou suspender totalmente o contrato de trabalho e o pagamento de salário por até dois meses. Em ambos os casos, o trabalhador receberá um benefício calculado com base no seguro-desemprego, em parte ou na íntegra, pago pelo governo como compensação. A medida faz parte do combate aos impactos do coronavírus. Se for por acordo direto entre patrão e empregado, a redução na jornada e no salário poderá ser de 25%, 50% ou 70%. Mas a MP também permite reduções em percentuais diferentes se o acordo for feito entre a a empresa e sindicatos de trabalhadores. Em contrapartida, o empregado terá estabilidade no emprego por um período igual ao da redução de jornada ou suspensão de contrato. Por exemplo, se o acordo for de dois meses, ele terá estabilidade durante quatro meses.

A suspensão poderá ser firmada por acordo individual com empregados que recebem até três salários mínimos (R$ 3.135) ou mais de dois tetos do INSS (R$ 12.202,12) e que tenham curso superior. Fora dessas condições, será preciso firmar um acordo coletivo.

Domésticas também podem

De acordo com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, o programa inclui todos os trabalhadores brasileiros, inclusive empregados domésticos com carteira assinada.

Não perde direito a seguro-desemprego no futuro

O governo afirmou que ninguém ganhará menos que 1 salário mínimo e os que receberem o auxílio do governo não perdem direito ao valor integral do seguro-desemprego caso sejam demitidas depois.

Compensação paga pelo governo

O governo pagará um benefício calculado com base no seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito se fosse demitido.

Na redução da jornada e salário, pode ocorrer uma das situações abaixo:

  • Se a empresa e o trabalhador optarem por um corte menor que 25%, o empregado não receberá o benefício emergencial pago pelo governo
  • Para reduções iguais ou superiores a 25% e menores que 50%, o pagamento do governo corresponderá a 25% do que o trabalhador teria direito caso fosse demitido
  • Para reduções iguais ou maiores a 50% e menores que 70%, o pagamento complementar será de 50% do seguro-desemprego
  • Para reduções iguais ou superiores a 70%, o benefício será de 70% do seguro-desemprego

No caso de suspensão do contrato, há duas possibilidades, dependendo do faturamento da empresa:

  • para empresas do Simples Nacional (com receita bruta até R$ 4,8 milhões): o governo vai pagar aos empregados 100% do seguro-desemprego que seria devido;
  • para empresas sob os regimes de lucro real e lucro presumido, com receita bruta acima de R$ 4,8 milhões: a companhia terá que arcar com 30% do salário do funcionário e o governo pagará 70% da parcela do seguro-desemprego;

Governo prevê impacto de R$ 51,2 bilhões

O chamado “Programa Emergencial de Manutenção do Emprego” foi anunciado na noite desta quarta-feira (1º) pela equipe econômica do governo. O impacto fiscal da medida será de R$ 51,2 bilhões. Sem ela, a equipe econômica calculou que 12 milhões de brasileiros poderiam perder seus empregos.

O secretário do Trabalho, Bruno Dalcomo, afirmou que o programa foi desenhado para ter fácil implementação e disse que não haverá burocracia para a liberação do dinheiro pelo governo. “Assim que for recebida a notificação da empresa, faremos o processamento para depositar”, disse. “A ideia é que não haja obstáculos.

MP anterior causou polêmica

O novo programa vem após o governo ter editado, na semana passada, uma MP que previa possibilidade de suspensão do contrato de trabalho, mas sem qualquer tipo de compensação aos empregados.

Diante da forte reação pública, o presidente Jair Bolsonaro acabou revogando esse artigo, com a equipe econômica prometendo uma nova MP mais robusta e que previsse contrapartidas e amparo aos trabalhadores.

Inicialmente, o Ministério da Economia também chegou a anunciar um programa de pagamento de seguro-desemprego, mas com escopo bem mais tímido: a ideia era oferecer o auxílio a quem ganhasse até dois salários mínimos, com pagamento de 25% ao que o trabalhador teria direito caso pedisse o benefício do seguro-desemprego. O pagamento máximo havia sido estipulado em R$ 381,22.

A medida nunca chegou a ser formalizada numa MP e o time econômico calculou, à época, que ela contemplaria 11 milhões de pessoas, a um custo de cerca de R$ 10 bilhões.

(Com agência).

Fonte: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/04/01/suspensao-contrato-trabalho.htm?cmpid=copiaecola

Conheça sobre o Projeto de lei Emergencial 1179/2020 tramitando no senado.

EGG News projeto de lei
  1. Projeto de lei emergencial exclusivamente para o Direito Privado. Não altera nem revoga leis em vigor, apenas suspende parcialmente a eficácia de algumas.
  2. Suspende prazos de prescrição. Impede contagem de tempo de usucapião.
  3. Delimita os efeitos jurídicos da pandemia a partir de 20.3.20 (data do decreto legislativo) e impede alegações de caso fortuito para dívidas antigas. Impede o uso do Código do Consumidor para relações entre 4. Restringe até 30.10.20 o direito de devolução de mercadorias em delivery após 7 dias de uso em razão das dificuldades logísticas empresas.
  4. Permite assembleias de empresas, condomínios e outras pessoas jurídicas na modalidade virtual.
  5. Restringe acesso a condomínios e da poderes ao síndico para maior controle durante a pandemia.
  6. Impede execução de ordem de despejo nas locações prediais urbanas até 31.12.2020. Permite que os valores atrasados, após 31.10.2020, sejam pagos parceladamente.
  7. Prisões por dívida alimentícia serão executadas em domicilio até 31.10.20. Prazos para abertura e fim de inventários e partilhas são adiados.
  8. Algumas práticas anticoncorrenciais deverão ser avaliadas pelo Cade levando em conta a pandemia.
  9. A vigência da lei de proteção de dados é adiada.
  10. Contratos agrários podem ser prorrogados.

Izaú Alves Advocacia
Especial para EGG LEX

@negociosdagastronomia

Clique no link abaixo e faça o download do PROJETO DE LEI N° 1179, DE 2020.

https://drive.google.com/file/d/1y192VJGubxO06Bam5129gomC1B7Ws5vk/view?usp=sharing

Carta aberta às instituições bancárias

O movimento teve inicio em São Paulo e conta com o apoio de renomados chefs e empresários

Em uma carta aberta enviada nesta quarta-feira (25), vários entidades do setor de bares e restaurantes pleiteiam ajuda às instituições bancárias. O movimento teve início em São Paulo e conta com o apoio de centenas de renomados chefs e empresários. Assinam o documento a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Mundo Mesa, Escola de Negócios da Gastronomia (EGG) e o Movimento S.O.S Bares & Restaurantes.

Senhores banqueiros,

Aqui estamos como membros do setor de bares e restaurantes do Estado de São Paulo. Olhem ao redor com atenção. Vocês estão vendo alguém levantar um brinde e mandar uma porção de fritas de cortesia à sua mesa? Não. Ninguém está fazendo isto. Estamos levando nossos chapéus até vocês. Estendendo o pires. A canequinha surrada.

Hoje não temos nada a comemorar. Estamos em terra arrasada. Despensas e câmaras frias vazias, funcionários em casa, portas fechadas. A penúria ronda nossa classe e nos coloca contra a parede. Estamos desesperados. É hora de vocês mostrarem uma resposta imediata a todas as pessoas físicas e jurídicas, incluindo governos, que ajudaram os bancos a terem lucros vultosos, em um país com diferenças abissais…

E a má notícia, se é que o lembrete da desigualdade social abissal já soa familiar demais, é que 6 milhões de pessoas estão prestes a sumir dos vossos extratos bancários em muito pouco tempo. Seis milhões de pessoas em todo o Brasil que trabalhavam até dez dias atrás nos restaurantes e bares preferidos de sua família, dos seus funcionários, dos seus fornecedores. E o risco é que estes lugares deixem de existir. Com isso, o comércio da alimentação feérico e pujante que faz a fama de São Paulo, e contribui com a produção e consumo de milhares de produtos da agricultura, de produtores artesanais e das grandes indústrias presentes na maior
economia do país e da América do Sul, deixará de colaborar com os balanços exuberantes de
vocês.

Estamos sem oxigênio e precisamos de intervenção já. A partir de amanhã nosso setor deixa de insuflar dinheiro em seu negócio. Lastimamos. É uma pena.

A não ser…

A não ser que os bancos enfim entendam que estamos todos em uma corrente, de mãos dadas, dispostos a enfrentar a crise juntos. Mas juntos mesmo, porque de uma hecatombe, ninguém sai vivo. Perdemos funcionários, perdemos público, perdemos nosso trabalho, perdemos nossa segunda família, porque a primeira, está conosco e temos de ampará-la e sustentá-la sem saber exatamente como.

Estamos pedindo ajuda real, verdadeira, que nos levante sem nos subjugar, que nos dê força e dignidade. Sem mesquinhez. Um convite para que os senhores não percam dinheiro, não percam mercado, mas simplesmente deixem apenas por um ano de lucrar sobre os negócios de bares e restaurantes.

Pleiteamos:

  • Crédito para capital de giro
  • 12 meses de carência para o primeiro pagamento
  • Taxas de juros próximas à Selic
  • Longo prazo para pagar (acima de 48 ou 60 meses)
  • Os empréstimos devem acontecer com fundo garantidor do Governo e não com garantias do empresário de bares e restaurantes.
  • Tudo isso sem CND – certidão negativas de débito
  • Prorrogação/Renegociação das operações de crédito já contratadas com juros iguais ou menores dos já praticados. Carência de 12 meses.

É isso que esperamos. É isso que fará a economia do setor de Bares e Restaurantes e de toda a cadeia de alimentação sobreviver e voltar a girar dinheiro no Estado e no país. E é isso que fará, pela primeira vez na história, a imagem dos bancos se aproximar da efetiva, solidária e cúmplice imagem que os comerciais de bancos gastam fortunas em agências de propaganda para nos vender.

Obrigada e saúde a todos.

Assina o Setor de Bares e Restaurantes de São Paulo

ABRASEL NACIONAL

ABRASEL SÃO PAULO

ANR

Mundo MESA

EGG – Escola de Gestão em Negócios da Gastronomia

Movimento S.O.S. Bares & Restaurantes #nãodeixefecharaconta

Clique no link abaixo, e faça download da carta em PDF.

https://drive.google.com/file/d/14ou-dgIZ2WVQbk3RvoUv4tBHV1djBVBi/view?usp=sharingFonte:

Covid-19: Impactos no mercado de A&B no Brasil

O novo Coronavírus (Covid-19) trouxe preocupações não só para os setores da saúde, mas também para toda a economia global. No Brasil não foi diferente, apesar das suspensões das aulas em escolas e faculdades, ainda não foi recomendado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo que os restaurantes e bares fechassem. Entretanto, de acordo com o prefeito da capital paulista Bruno Covas, os estabelecimentos que se mantiverem abertos devem seguir as precauções também publicadas pela Associação de Bares e Restaurantes do Brasil (Abrasel) em formato de guia.

Dentre essas medidas a reorganização das mesas (com mínimo de 2 metros de distância), utilização de luvas para os funcionários que manuseiam talheres e pratos e sempre manter a cozinha e salão com boa ventilação. Porém, o mercado de alimentos e bebidas já sentiu o impacto do baixo fluxo de pessoas nas ruas, segundo a Abrasel o faturamento desse mercado irá cair entre 30% a 70%. Dessa forma estima-se que cerca de 3 milhões de colaboradores serão cortados nos próximos 30 a 40 dias.

O Governo Federal no dia 16 de março de 2020  publicou algumas ações para auxílio na diminuição do impacto do coronavírus nas empresas: manutenção de empregos e redução de impacto nas empresas de R$59,4 milhões, R$5 bilhões em créditos do PROGER/ FAT para micro e pequenas empresas e diferimento da União no Simples Nacional por 3 meses estimados R$22,2 bilhões.

Uma das alternativas encontradas pelos restaurantes e bares para continuarem abertos foi o delivery. O presidente da seção baiana da Abrasel Daniel Alves, disse que em Salvador houve crescimento de 20% nos pedidos através deste serviço, e a Associação já está em contato com as empresas de entrega como IFood e Rappi para a diminuição das taxas de cobrança nos deliverys. Além disso, será também criado pela Associação um selo de Restaurante Responsável para os empreendimentos que seguirem as prevenções do combate ao vírus Covid-19.

Fontes:

Parceria de duas escolas, uma de gestão e uma de gastronomia, é a grande aposta do mercado para 2020

Parceria entre EGG e Le Cordon Blue RJ

POR PEDRO MELO


Imagine se uma das melhores e mais renomadas escolas de gastronomia do mundo se unisse a uma das melhores escolas de gestão do Brasil? Pois é, não precisa mais imaginar, pois a partir de fevereiro, essa será a realidade e a Escola de Gestão em Negócios da Gastronomia (EGG) terá um curso no Le Cordon Bleu, do Rio de Janeiro. “Estamos muito felizes em acolher a EGG. Vai ser uma parceria incrível, com duas forças muito poderosas. A EGG, como referência nos cursos de gestão, no mercado de São Paulo, com o Le Cordon Bleu, que é referência mundial. Serão valores agregados e os nossos alunos só têm a ganhar com essa junção”, afirma Sofia Mesquita, diretora do Le Cordon Bleu, no Rio de Janeiro.
O contentamento é mútuo e um dos fundadores da EGG, Ivan Achcar, não esconde o orgulho de uma parceria de ouro como essa: “Chega a ser indescritível, porque qualquer escola nova, que nasce como a EGG, poder fazer uma parceria com um instituto tão renomado, é sensacional. Como disse Sofia, quem ganha são os alunos. E ainda vejo a vantagem de o Rio de Janeiro ter uma localização privilegiada no mapa do Brasil, estando perto de diversas regiões. Então, muitas pessoas poderão usufruir do nosso curso de gestão, dentro de uma das mais importantes escolas de gastronomia do mundo”, diz Achcar

Em um bate-papo com a dupla, fica claro que eles dividem a mesma opinião quando o assunto é gestão e inovação, e garantem que, hoje, muitos entram no mercado da gastronomia sonhando em ser um chef de sucesso, mas sem entender que não é só saber pilotar um fogão ou executar uma receita. “Saber gerir o negocio é o segredo por trás de um grande chef e, cada vez mais, é imprescindível associar essas duas áreas do conhecimento. É um mercado muito competitivo, que exige uma gestão muito correta, tanto da cozinha, quanto do menu, da parte operacional, do saber comprar. Isso começa na forma como encaramos o mercado, no conhecimento que temos de nosso público, do conceito que queremos trazer. Uma boa pesquisa de mercado é essencial, ter a consciência de consumir produtos locais e sazonais também e faz uma diferença enorme em seu orçamento. Trazemos esse conhecimento e essa valorização do produto local para a prática. Temos mais de 35 institutos em 20 países, são 125 anos de Le Cordon Bleu. Nós nos adaptamos ao mercado local e ensinamos técnicas e não receitas. O modo de preparo entra como veículo de aplicação da técnica e depois o uso do ingrediente local será o segredo do sucesso, pois além de apoiar toda uma rede de trabalhadores, você economizará em várias frentes. No Cordon Bleu, oferecemos o conhecimento técnico e prático do negócio e a EGG virá para complementar”, diz Sofia.
Ivan também é categórico e garante que, hoje em dia, cozinhar bem é obrigação. “Se você quiser abrir um negócio e não partir da premissa de ter uma comida muito boa, é melhor nem abrir. O que diferencia de fato os negócios é a sobrevivência. A pessoa tem de conseguir vender aquela comida, entregar com qualidade, responsabilidade. Quando o empresário começa a pensar nessas duas frentes, a da boa comida e do operacional, a capacidade de ele desenvolver grandes projetos é muito maior. E é esse direcionamento que o aluno terá com essa parceria”, diz. Eles concordam que a chegada de Le Cordon Bleu ao Brasil é a confirmação de que o país está, cada vez mais, no mapa da gastronomia mundial, muito disso por conta de nossos biomas e ingredientes que não podem ser encontrados em mais nenhum lugar do mundo. “O chef Alain Ducasse (um dos mais renomados do mundo), por exemplo, tem sua boutique de chocolate em Paris e vem buscar o cacau na Amazônia”, diz Sofia. Ivan é só elogios ao instituto e acha fantástico o fato de eles se preocuparem com o todo e em ajudar o mercado a se desenvolver. Juntos, chegaram à conclusão de que o cenário gastronômico brasileiro já se transformou com a presença de Le Cordon Bleu e que essa parceria, com certeza, oferecerá o que há de melhor no mercado hoje.

Competências Essenciais

Ao longo desses anos tenho notado cada vez mais, como as competências comportamentais, ou “social skills”, são o que realmente fazem a diferença na carreira dos profissionais. Claro que competências técnicas são importantes. Conhecimento técnico é importante e diferencial também. Ninguém sobrevive sem ele. Mas o que realmente separa os bons dos maus profissionais, são suas competências comportamentais, suas habilidades humanas.

Não à toa, há uma infinidade de publicações, artigos e livros sobre o tema. Inteligência emocional se tornou “obrigação” e fator decisivo para sobrevivência num mundo de VUCA! Especificamente no segmento que trabalho, o de serviços em alimentação (ou food service, A&B, Restauração, ou qualquer que seja o nome que você gostaria de chamar…), acredito que algumas habilidades são mais importantes e determinantes para não fracassar. (*note: para não fracassar! Pois passa longe de mim a intenção ou pretensão de passar qualquer receita de sucesso!)

A primeira e mais importante, aquela que será o guarda-chuva de todas as demais para quem trabalha com serviços de alimentação, é a HOSPITALIDADE. Isso não se ensina e não se aprende. Você simplesmente nasce com ela! Ou você tem o DNA de HOSPITALIDADE, ou não tem! Se tem sorriso, alegria e simpatia naturalmente. Se tem empatia e faz de tudo para levar felicidade aos outros. Se sabe que seu trabalho pode impactar positivamente o dia ou a experiência do seu cliente. Que gentileza gera gentileza. Quem é altruísta por natureza, tem esse DNA. Quem leva felicidade às pessoas e se sente feliz com isso. Se você trabalha na área e não tem ou não se preocupa com isso, pare por aqui…

A segunda, é a ATITUDE. Trabalhar com Alimentos e Bebidas não é fácil. As jornadas são longas e desgastantes. É fisicamente puxado. Muitas horas em pé de um lado para o outro, problemas e imprevistos a toda hora, stress, cozinhas quentes, salões lotados… se você não gosta de problemas, repense! É preciso atuar com vigor e dar exemplo. Ter ações que sejam coerentes com seu discurso. “Walk the talk”. É preciso ter postura ativa e incansável, engajar pessoas, motivá-las. Ter senso de dono e de pertencimento. Trabalhar incansavelmente buscando melhorias diariamente. Se incomodar com o erro. Ser participativo e dedicado. Se você não se auto motiva, não possui atitude positiva e compromisso com você mesmo, talvez sempre achará que a culpa é da empresa quando sair do seu “trabalho que não te faz feliz” …

Outro comportamento importante é o COMPROMISSO COM A EXCELÊNCIA. Se você não é apaixonado ou viciado por qualidade, dificilmente encontrará uma carreira longa e de sucesso na área. A qualidade não está apenas no prato bem executado e apresentado feito pelo chef famoso. A qualidade está nos detalhes! E preciso ter esse compromisso em servir bem. Seja na sua barraca de pastel da feira ou no restaurante mais estrelado do guia Michelin. Carinho, zelo e cuidado nunca são demais. Mesas alinhadas, talheres limpos, cadeiras arrumadas, ausência de odores no ar, ar condicionado na temperatura certa, volume do som agradável, equipe atenta e eficiente, limpeza e organização, cardápios novos, iluminação boa… a lista é extensa. Enorme! Sem fim! Não importa o grau de complexidade do seu negócio, se você não entender que precisa colocar qualidade em TUDO aquilo que faz, jamais será compromissado com a excelência. E quem não se dedica a entregar o melhor para o cliente sempre, tem grandes chances de naufragar.   

Se acha que isso lhe falta, não se sente confortável com isso, ou acha que esses são pontos fracos, trabalhe intensamente para melhorar! Nenhuma dessas competências você achará na faculdade, livros ou no Google. Depende apenas (e unicamente!) de você. Bom trabalho e seja feliz!

Por: Rodrigo Malfitani – Gerente Corporativo de Alimentos e Bebidas & Docente em Negócios

Link da matéria no linkedin: https://www.linkedin.com/pulse/compet%25C3%25AAncias-essenciais-rodrigo-malfitani/

O chef que ganhou na loteria

A história de Charlie Ayers, o homem que abriu a cozinha do Google na época em que a internet ainda “discava”

Você provavelmente nunca escutou o nome Charlie Ayers. O chef não esteve à frente de um restaurante famoso, não chegou perto de nenhuma estrela Michelin e jamais protagonizou um documentário sobre sua visão gastronômica. Charlie Ayers não é um chef estrela. Ele é um chef executivo, e um dos mais bem-sucedidos de que se tem notícia. Uma pessoa certa no lugar certo na hora exata: o funcionário número 56 do Google.

            A carreira de Ayers começou nos bastidores da hotelaria como cozinheiro do Hilton de Nova Jersey. Foi só depois de cortar muita cebola que fez o curso de culinária na universidade Johnson & Wales, ao que seguiu com um período de estágios em restaurantes em Boston. Mas sua verdadeira história só começou quando decidiu largar tudo e rumar à Califórnia. Lá, ficou amigo de Chez Ray, o chef da banda de rock lisérgico The Grateful Dead, e trabalhou em troca de entradas francas para shows, eventualmente cuidando do buffet da banda por conta própria. Esse interlúdio eventualmente chegou ao fim pouco depois da morte do líder da banda, Jerry Garcia, em 1995. 

Em 1998, Charlie Ayers não estava muito longe de onde começara na Costa Oeste, mas seu tempo de turnê com a banda de rock mitológica o colocou no radar de Sergey Brin, um dos co-fundadores de uma pequena empresa de buscas na internet chamada Google. Sergey convidou o chef a conhecer o quartel-general que, ele jurava, cresceria muito rapidamente dali a pouco: um escritório sem cozinha com uma dúzia de funcionários em Palo Alto. Ayers recusou o convite. Preferiu continuar como chef particular de uma família de ricaços que não apreciava seu trabalho. Oito meses depois, porém, o destino voltou a esmurrar sua porta. A home do Google.com anunciava em letras garrafais: “Chef de Cozinha – os googlers estão com fome”. A mesma empresa que ele havia recusado agora realmente precisava de um chef executivo para manter seus 45 funcionários concentrados no novo escritório em Mountain View. Dessa vez, Charlie topou. Ele tinha 33 anos se tornou o funcionário mais velho da empresa em novembro de 1999.

Nos seis anos que ficou no Google, o chef introduziu o conceito de comida orgânica na companhia, inaugurando um dos pilares da alimentação no Vale do Silício que hoje também permeia a gastronomia mundial. Ayers eventualmente comandou dez restaurantes com cinco sub-chefs e 150 funcionários espalhados pela enorme sede da empresa. Como foi um dos primeiros funcionários, recebeu cotas de capital como parte do pagamento. Em 2004, quando as ações da empresa foram a público, o chef tornou-se milionário. No ano seguinte, pediu as contas. Hoje, passa seu tempo cuidando de um singelo café em Palo Alto, o Calafia. Não que ele precise.

Tendemos a pensar em chefs através do prisma do artista. Auteurs que perseguem uma visão, expressam subjetividades e memórias pela transformação do alimento. E está certo, esses visionários existem. Mas assim como o cinema não é feito apenas por diretores, na gastronomia existem espaços que só podem ser ocupados por chefs com visão de negócio, capacidade de liderar equipes expansivas e criar verdadeiras sinfonias de estoques, produtos, praças, pessoas. É a parte “executiva” do termo “chef executivo”, um conjunto de habilidades que qualquer profissional da cozinha precisa desenvolver, mesmo se pretende ser o Pollock das panelas. Pense a respeito, quantos negócios no Brasil precisam de uma personalidade na cozinha, e quanto precisam de alguém que assuma uma área e sirva com competência e constância? 

Charlie Ayers não era nem é uma estrela. Mas ele ganhou na loteria. E, como diria um tio-avô viciado em jogo, você só ganha na loteria se comprar um bilhete.

Carnes impossíveis para um futuro provável

Por que as novas “carnes sem carne”, que causaram um pequeno rebuliço no cardápio do Burger King dos EUA em abril de 2019, importam para o seu negócio

No dia primeiro de abril de 2019, a rede de fast-food Burger King anunciou nos EUA que começaria a testar o Impossible Whopper em 59 lojas na cidade de St. Louis, o lanche assinatura da rede preparado com hambúrguer vegetal da empresa Impossible Meats. Rapidamente, tiveram que insistir à imprensa que era verdade esse bilhete, já que o dia primeiro de abril é “dia da mentira”. A ideia tomou um pouco de assalto a imprensa americana, resultado, em parte, de uma campanha publicitária e de RP considerável da rede de fast-food. 

            Não foi a primeira rede a introduzir o substituto vegetal; por lá, o Carl’s Jr. e o White Castle já ofereciam lanches com substitutos vegetais, assim como a rede de mexicanos Del Taco. No Brasil, a Lanchonete da Cidade passou a oferecer o LC Futuro no dia 13 de maio, x-salada feito com hambúrguer da Fazenda Futuro, empresa brasileira (muito) análoga à Impossible Meats. A T.T. Burger, rede carioca de Thomas Troisgros, também aderiu ao produto na mesma época. 

            Mas e os resultados?

            A Lanchonete da Cidade afirma que, em 7 dias, vendeu 5100 lanches com o substituto vegetal, e teve uma alta de 20% no número de clientes com o lançamento do LC Futuro. O Burger King reportou número similares: no fim de maio, uma matéria no site da Restaurant Business usou dados da Techonomic, agência de inteligência de mercado ligada à revista, para apontar que as vendas da rede em St. Louis aumentaram 28% no mês de abril, puxadas por um aumento de 15% no número de novos clientes. As cifras ajudam a explicar a decisão do Burguer King de implementar o hambúrguer sem carne em todas as suas unidades nos EUA até o fim de 2019. 

            Os números claramente foram inflacionados pela novidade, que dificilmente se manterá por muito tempo. Mas a lição aqui é que estamos falando de um movimento ousado de empresas grandes. Se a Cia. de Comércio Tradicional (dona da Lanchonete da Cidade) e a Restaurant Brands International, companhia-pai do Burguer King, estão pulando nesse mar, é porque acham que dá pé e a água está morna, se não fervendo. “O mercado vira, e o seu negócio precisa continuar flutuando”, afirma Alexandre Cymes, sócio-diretor da Cervejaria Nacional, em São Paulo, e professor da Escola de Gestão em Negócios da Gastronomia (EGG). “O número de jovens vegetarianos é enorme e continua crescendo, ano a ano”. Para Cíntia Goldenberg, professora do curso de Comunicação e Marketing da EGG, a tendência é sólida e precisa ser encarada por donos de negócios de gastronomia com urgência, e com… Amor. “Não basta fazer um prato ridículo só para constar, como legumes salteados. Eles querem mais. Mesmo uma steakhouse tem que ter uma opção incrível de churrasco vegetariano, e ela tem que ser  bem elaborada”, opina a professora.

            De fato, hambúrgueres vegetarianos não foram inventados este ano. O que a Impossible Meats, a Beyond Burguer e a Fazenda Futuro têm feito de diferente é que entenderam que existe um mercado crescente para um produto que desperte o desejo de consumo, mas que, para explorá-lo, é preciso investir em marketing e P&D. A mesma estratégia também vale para o cardápio de um restaurante. A onda vegetariana já está aqui. O que você tem feito no seu negócio para surfá-la?

Como a LGPD pode afetar a divulgação do seu restaurante

Com a introdução da Lei Geral de Proteção de Dados, que entrará em vigor em agosto de 2020, o front do marketing se tornará ainda mais complexo.

Com a sanção da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em agosto de 2018, o cenário do marketing como um todo se prepara para uma grande transformação. A partir de agosto de 2020, quando encerra-se o período de readequação previsto pela lei, as bombas de SMS de empresas que você nunca ouviu falar, a comercialização de bancos de dados de consumidores e listas de e-mail, e até aquele e-mail marketing que você nunca assinou vão deixar de existir ou os seus responsáveis passarão a ser multados. 

Inspirada pela lei europeia de proteção de dados (GDPR), a LGPD instaura princípios, limitações, e responsabilidades para a coleta e uso de dados de pessoas físicas, o que transformará a maneira como o marketing físico e digital é praticado no Brasil. “A ideia da lei é trazer mais segurança para as pessoas e garantir que elas controlem quando querem ou não que uma empresa colete e retenha seus dados”, explica Ricardo Morais, professor dos cursos de Mídias Sociais para Restaurantes e Comunicação e Marketing para Negócios da Gastronomia da EGG. Em sua aula, que dá fundamentos de planejamento e impulsionamento de campanhas em mídias sociais, Ricardo chama atenção para as regras que passarão a vigorar em pouco mais de um ano.

Sobre essas regras: o escritório de advocacia Opice Blum fez um bom resumo da LGPD. Mas recomendamos que você leia ao menos o artigo 6ª da própria lei, que  estabelece dez princípios que deverão ser observados nas atividades de tratamento de dados pessoais. Eles são o núcleo duro da legislação, e essencialmente determinam que toda coleta de dados tenha sua necessidade e seu propósito explicitados e informados ao titular dos dados no momento da coleta, que deverá ser consentida, e só poderá ser usada para o propósito em questão. Por exemplo, em uma ficha de avaliação de um restaurante, pode ser considerado ilegal a coleta do endereço residencial do cliente – afinal, se a finalidade da ficha de avaliação é melhorar o serviço do restaurante, o local de residência do cliente é irrelevante. E usar os dados obtidos nessa ficha posteriormente para encher a caixa de correios do cliente com panfletos de promoções, então, nem pensar. O cliente também deve ter acesso e controle sobre os dados coletados, e pode pedir a sua exclusão a qualquer momento. A responsabilidade pela segurança dos dados fica a cargo da empresa que os coletou. O vazamento dessas informações, seja por ataques cibernéticos ou furto de dados, deve ser notificada imediatamente e pode acarretar em multas e sanções bastante severas.

Ainda falta tempo para ver a lei em ação, mas o que se está delineando para donos de estabelecimentos gastronômicos é que a coleta e uso de dados de clientes se tornará tão complexa que dificilmente valerá a pena praticá-la por conta própria. O mais provável é que as empresas especializadas nesse tipo de serviço, como a Risposta, que faz pesquisas de satisfação por meio de tablets, dominem esse mercado. 

Mas isso não significa uma coisa a menos na cabeça dos donos de negócios da gastronomia. Significa uma coisa a mais. “Eu sempre coloco o seguinte. Para mim, você só consegue contratar bem um serviço se você entender o mínimo sobre seu funcionamento”, ensina Ricardo Morais. “Você não precisa saber cozinhar como um chef, mas precisa saber um mínimo para determinar se seu cozinheiro está extrapolando a ficha técnica. Precisa entender de atendimento para saber se o seu está bom. Precisa saber um mínimo de contabilidade para não esquecer um imposto importante. E tem que saber de comunicação e marketing também. Esse mercado tem muito aventureiro, gente esperta, e muita gente decente e correta. Só que todos eles, quando você é leigo, estão no mesmo lugar. Como você sabe quem é quem?”.

Propósito e causa devem estar no centro da comunicação do seu negócio

O marketing de causa atingiu seu pico de relevância este ano, e a partir daqui, deve se tornar um alicerce na comunicação de qualquer empresa. Entenda como ele se aplica a um negócio da gastronomia.

Empresas alavancando sua imagem e suas vendas pelo simples gesto de fazer o “bem” não são novidade. Em 1983, a American Express doou um centavo por para cada transação feita com seus cartões de crédito à restauração da Estátua da Liberdade. Em quatro meses, levantou 1,7 milhões de dólares, e viu o uso de seus cartões, e a imagem da empresa, ganhar um terreno considerável. O sucesso da campanha, chamada “For Liberty’s Sake”, deflagrou uma nova categoria de marketing, o marketing de causa, que não só nunca retrocedeu, como apenas ganhou força desde então. 

Precisamente nesta década que chegará ao fim, o marketing de causa ganhou um novo patamar de importância. No festival de Cannes deste ano, a categoria Inovação se converteu em uma premiação de produtos e campanhas “pelo bem”: o Grand Prix da categoria foi para o See Sound, um dispositivo para deficientes auditivos que reconhece e interpreta ruídos domésticos – uma pia pingando, um bebê chorando, uma taça quebrando – e envia um alerta ao telefone do usuário. Todos os demais vencedores e nomeados são campanhas e produtos inclusivos ou ambientalmente responsáveis. A nata da publicidade entendeu que a causa se verteu num sine qua non para engajar consumidores cada vez mais jovens, mais pessimistas e mais ativistas. Gente que pauta suas decisões de consumo com base no que uma empresa devolve à sociedade. Segundo pesquisa da agência de relações públicas Cone Communications em 2015, 84% dos consumidores globais dizem dar preferência a marcas e produtos socialmente responsáveis. No Brasil, essa tendência é ainda mais forte do que a média global, com 93% dizendo que dão preferências a produtos e empresas desse tipo.

A barra de exigência no marketing de causa também subiu. Não basta apenas sair na foto. “Os clientes percebem quando o esforço pela responsabilidade social é só por aparência. E isso pega mal. Para a empresa e para a causa”, opina Thaís Gagliardi, sócia da empresa de relações públicas Tao Public Relations e professora do curso de Comunicação e Marketing para Restaurantes da EGG. “O efeito desejado de uma empresa se engajar com uma causa deve ser transformar a organização e o seu papel na sociedade, não um aumento nas vendas ou na imagem. Isso é bem-vindo, mas não deve ser o objetivo primário”.

Já existem projetos sociais com grande apelo e potencial de transformação, como é o caso da Gastromotiva, um hub de transformação social através da inserção de jovens em desvantagem social na gastronomia, e do Projeto Buscapé, que capacita crianças e adolescentes carentes do litoral paulista a trabalharem na área. Mas não é preciso que o seu negócio gastronômico apoie somente projetos relacionados à alimentação. A rede de fast-food Wendy’s, por exemplo, desde 1992, criou um programa para ajudar crianças órfãs a encontrar pais adotivos. Dave Thomas, o fundador da rede, criou a iniciativa porque ele próprio foi adotado quando tinha seis semanas de vida. A história é em si um manual de como engajar sua empresa em causas sociais: encontre uma causa que reverbere dentro de você, faça para transformar vidas, e construa um mundo melhor.

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