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Carnes impossíveis para um futuro provável

Por que as novas “carnes sem carne”, que causaram um pequeno rebuliço no cardápio do Burger King dos EUA em abril de 2019, importam para o seu negócio

No dia primeiro de abril de 2019, a rede de fast-food Burger King anunciou nos EUA que começaria a testar o Impossible Whopper em 59 lojas na cidade de St. Louis, o lanche assinatura da rede preparado com hambúrguer vegetal da empresa Impossible Meats. Rapidamente, tiveram que insistir à imprensa que era verdade esse bilhete, já que o dia primeiro de abril é “dia da mentira”. A ideia tomou um pouco de assalto a imprensa americana, resultado, em parte, de uma campanha publicitária e de RP considerável da rede de fast-food. 

            Não foi a primeira rede a introduzir o substituto vegetal; por lá, o Carl’s Jr. e o White Castle já ofereciam lanches com substitutos vegetais, assim como a rede de mexicanos Del Taco. No Brasil, a Lanchonete da Cidade passou a oferecer o LC Futuro no dia 13 de maio, x-salada feito com hambúrguer da Fazenda Futuro, empresa brasileira (muito) análoga à Impossible Meats. A T.T. Burger, rede carioca de Thomas Troisgros, também aderiu ao produto na mesma época. 

            Mas e os resultados?

            A Lanchonete da Cidade afirma que, em 7 dias, vendeu 5100 lanches com o substituto vegetal, e teve uma alta de 20% no número de clientes com o lançamento do LC Futuro. O Burger King reportou número similares: no fim de maio, uma matéria no site da Restaurant Business usou dados da Techonomic, agência de inteligência de mercado ligada à revista, para apontar que as vendas da rede em St. Louis aumentaram 28% no mês de abril, puxadas por um aumento de 15% no número de novos clientes. As cifras ajudam a explicar a decisão do Burguer King de implementar o hambúrguer sem carne em todas as suas unidades nos EUA até o fim de 2019. 

            Os números claramente foram inflacionados pela novidade, que dificilmente se manterá por muito tempo. Mas a lição aqui é que estamos falando de um movimento ousado de empresas grandes. Se a Cia. de Comércio Tradicional (dona da Lanchonete da Cidade) e a Restaurant Brands International, companhia-pai do Burguer King, estão pulando nesse mar, é porque acham que dá pé e a água está morna, se não fervendo. “O mercado vira, e o seu negócio precisa continuar flutuando”, afirma Alexandre Cymes, sócio-diretor da Cervejaria Nacional, em São Paulo, e professor da Escola de Gestão em Negócios da Gastronomia (EGG). “O número de jovens vegetarianos é enorme e continua crescendo, ano a ano”. Para Cíntia Goldenberg, professora do curso de Comunicação e Marketing da EGG, a tendência é sólida e precisa ser encarada por donos de negócios de gastronomia com urgência, e com… Amor. “Não basta fazer um prato ridículo só para constar, como legumes salteados. Eles querem mais. Mesmo uma steakhouse tem que ter uma opção incrível de churrasco vegetariano, e ela tem que ser  bem elaborada”, opina a professora.

            De fato, hambúrgueres vegetarianos não foram inventados este ano. O que a Impossible Meats, a Beyond Burguer e a Fazenda Futuro têm feito de diferente é que entenderam que existe um mercado crescente para um produto que desperte o desejo de consumo, mas que, para explorá-lo, é preciso investir em marketing e P&D. A mesma estratégia também vale para o cardápio de um restaurante. A onda vegetariana já está aqui. O que você tem feito no seu negócio para surfá-la?

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