A pandemia acelerou o processo…

A previsão de 2019 para 2020 em tendências na alimentação era de que o uso dos sistemas de Delivery e Grab and Go iria aumentar, o prognóstico nunca foi tão certeiro. O paradigma que, até então, apenas pizzas eram os únicos produtos próprios para esse tipo de consumo, hoje com a mudança de estilo de vida das pessoas, tecnologias ainda mais presentes no cotidiano e a busca por uma alimentação melhor, ademais do isolamento mundial, fizeram com que as pessoas optassem por cozinhar em casa ou pedir a refeição através do celular.

Dessa forma, restaurantes e bares viram o fluxo de seus estabelecimentos baixar a ponto de fechamento, isso gerou uma movimentação no mercado com campanhas para consumo em casa, geração de novos produtos para serviços de entrega e cupons para usar depois da quarentena.

Os gestores do ramo estão tentando driblar a crise com criatividade, como é o exemplo do restaurante de frutos do mar Barú. Por trabalhar com produtos frescos e com variedade de opções, o Barú criou um menu diário para delivery, nas quais cada item da refeição está embalado separadamente e o cliente apenas finaliza a receita. Para auxiliá-los, o restaurante disponibilizou vídeos que explicam como terminar de cozinhar os pratos.

O relacionamento e diálogo digital que o restaurante já possuía o ajudou nesse momento, não apenas para continuar vendendo, mas também para anunciar os horários, modos de funcionamento e os novos produtos, o que comprova que as boas práticas de marketing e CRM fazem o relacionamento do público, produto e negócio ser cotidiano, dessa forma a abordagem fica mais fácil.

Outra preocupação são as fotos do produto, além de ajudarem na manifestação do desejo do cliente, também faz com que o restaurante se mostre mais exclusivo. É muito comum sabermos de clientes decepcionados ao verem fotos genéricas da internet nos cardápios do restaurante e quando a entrega é feita e o prato não estar de acordo com o que foi encomendado.

Com o isolamento social, as pessoas acabaram tendo mais contato com as tecnologias não apenas para terem notícias sobre o mundo, mas também para se comunicar e pedir comida.  Para os estabelecimentos que antes não tinham posto atenção em seus veículos de comunicação, essa é a oportunidade certa para começar.

Os tipos de negócio da alimentação também tiveram que se adaptar às mudanças, as cloud e dark kitchens são exemplos disso. Com o crescimento de entregas de comida, segundo a Abrasel, de 20% em 2019, os aplicativos desse serviço viram a oportunidade de criar cozinhas próprias que apenas atendam delivery, com isso surgiram as cloud kitchens. Existem também lugares com diversas cozinhas juntas no mesmo lugar, chamadas de hubs. Isso confirma a evolução e reflexão sobre as estruturas tradicionais de negócio da alimentação.

A criatividade também tomou conta dos modelos de negócio e as relações de trabalho. A operação linear antes vista como única forma de trabalho em cozinhas sofreu sensível alteração. Os donos de dark kitchens e outras empresas do ramo da gastronomia estão repensando as relações de trabalho, percebendo que uma solução para a crise seja os cozinheiros trabalharem em suas próprias casas, cada qual cozinhando um tipo de prato para ser entregue. Dessa forma, há funcionamento da empresa sem contato e aglomeração de pessoas em lugares. Todos esses exemplos de adaptação à atual situação caracterizam uma reestruturação no ramo de A & B baseada principalmente na criatividade de gestores e proprietários viabilizados pela tecnologia.

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